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Quase todo projeto importante encontra resistência no meio. No começo há entusiasmo, no fim há a linha de chegada à vista. É na metade da altura, como em Neemias 4.6, que a zombaria vira ataque e o cansaço aparece. A resposta de Neemias tem duas metades, e o versículo de hoje mostra as duas. Ele não abandonou a obra para lutar, e também não fingiu que o perigo era invenção. Manteve o trabalho de pé e a defesa pronta ao mesmo tempo. Muita gente erra por um dos lados. Uns largam o projeto para responder a cada crítica, e a obra para. Outros ignoram o risco real, e a obra cai no primeiro ataque. Neemias 4.17 recusa as duas saídas. Charles Spurgeon, pregador batista de Londres, deu a esse retrato o nome de uma revista. Em 1865 ele fundou “The Sword and the Trowel” (A Espada e a Colher de Pedreiro), tirando o título deste capítulo de Neemias. A primeira aplicação é nomear a obra. O pedreiro sabia exatamente qual trecho era dele, o que ficava em frente à casa da própria família. Projeto sem trecho definido se dissolve na primeira ameaça. A segunda aplicação é nomear o dardo. A arma de Neemias era concreta: dardo, espada, trombeta. Proteção vaga, como “vou tomar cuidado”, não segura nada. Proteção concreta é um horário bloqueado, uma conversa marcada, uma pessoa avisada. A terceira aplicação é combinar o toque da trombeta. Ninguém defende sozinho um muro inteiro. Escolha uma pessoa que saiba do projeto e que você possa chamar quando a pressão apertar. Três passos, 20 minutos somados, põem o versículo em prática. 1. Primeiro passo, 5 minutos. Escreva numa folha a obra que você quer terminar e o trecho que cabe a você esta semana. 2. Segundo passo, 10 minutos. Leia Neemias 4.1 a 4.23 e anote, ao lado de cada ameaça, a resposta concreta que Neemias deu. 3. Terceiro passo, 5 minutos. Escreva qual será o seu dardo, uma proteção com dia e hora, e o nome da pessoa que vai soar a sua trombeta. O primeiro erro é transformar o versículo em licença para viver em guerra. O povo armado em 4.17 estava construindo. A arma servia ao muro, nunca o contrário. O segundo erro é esperar o perigo passar para começar. Os inimigos não sumiram durante os 52 dias. A obra terminou com eles ainda rondando. O terceiro erro é carregar tudo nas duas mãos. Neemias dividiu as tarefas: metade dos moços trabalhava, metade segurava lanças e escudos, como conta 4.16. Ninguém fazia tudo.
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